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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Criança foi morta em ritual de Centro de Umbanda, diz delegado

Menina de 7 anos morreu no último dia 6 após dar entrada no Hospital 

Ferreira Machado



Marcas no pescoço da menina mostram que ela foi esganada. Fotos tiradas no IML foram divulgadas pela polícia
Marcas no pescoço da menina mostram que ela foi esganada. Fotos tiradas no IML foram divulgadas pela polícia
A mãe da criança, a dona de casa Glaciane Reis Teixeira, de 39 anos(Foto: Filipe Lemos)
A mãe da criança, a dona de casa Glaciane Reis Teixeira (Foto: Filipe Lemos/ Campos 24 Horas)
delegado Geraldo Rangel 1206 2centro de umbanda
A menina Natasha Reis Teixeira, de 7 anos, teria sido morta em um ritual de um Centro de Umbanda situado no Parque Aurora, Campos. A informação é do delegado o titular da 134ª DP/Centro, Geraldo Rangel, que concedeu uma entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira(18). A criança morreu após  ter sofrido asfixia, no último dia 6. Ela chegou a ser levada para o Hospital Ferreira Machado(HFM), mas não resistiu.
A mãe da menina e uma mulher que é dona de um Centro de Umbanda,  deverão ser indiciadas(responsabilizadas criminalmente pela morte). Segundo o delegado, a mãe de Natasha presenciou a “Mãe de Santo” incorporar um espírito e esganar a menina.

Exames no Instituto Médico Legal(IML) concluíram que a morte ocorreu por “esganadura”. O padrasto da menina chegou a ser preso, mas foi liberado, visto  que a polícia concluiu que ele não estava no Centro de Umbanda.
Delegado fala sobre ritual e se diz impressionado
O delegado Geraldo Rangel disse durante a entrevista coletiva que a mãe da menina admitiu durante o depoimento na 134ª DP que teria sido ameaçada pela “Mãe de Santo”, que é dona do Centro de Umbanda, para que não revelasse que a criança havia sido esganada durante um ritual.

O delegado revela a versão apresentada à polícia.  “A menina teria sido “rezada” pela Mãe de Santo, que teria incorporado um espírito, que chamam de “obsessor”. Ao tentar puxar esse espírito pra ela, aconteceu a esganadura”, disse o delegado.
Segundo ainda o delegado,  no primeiro depoimento da mãe da menina,  ela teria tentado induzir a polícia a erro,  deixando a culpa cair sobre o M., o padrasto da menina. “Além disso, talvez ela não quisesse que a polícia tivesse o conhecimento da prática do ritual, e,  consequentemente, atrapalhar as investigações”, destaca o delegado.
A mãe de Natasha e a Mãe de Santo já foram ouvidas. De acordo com Geraldo Rangel, uma responsabiliza a outra pelo ocorrido. “Mas as duas participaram do ritual e ambas serão responsabilizadas. A mãe porque trata-se da guardadora, ela é obrigada por lei a proteger a criança. E a Mãe de Santo porque é responsável por tudo que ocorre no local”, enfatiza delegado.
Geraldo Rangel relatou também que em toda sua carreira nunca tinha presenciado um crime como esse. “Isso porque envolve religião e uma criança de sete anos, que foi morta em um centro de umbanda. Não é algo que ocorre todos os dias”, disse o delegado, que destacou que a Polícia Civil respeita todas as religiões.  “O que está sendo apurado é o crime, um homicídio que aconteceu dentro de um terreiro de Umbanda. O que importa  é que estamos concluindo o inquérito e dando a resposta que a sociedade merece, porque envolve uma criança. Não temos dúvida que o crime aconteceu lá dentro(no centro de umbanda). A mãe e a Mãe de Santo confirmaram. Há um laudo pericial que confirma a morte por asfixia de esganadura”, finalizou Geraldo Rangel.
delegado geraldo
Mãe da menina falou ao Campos 24 Horas

No início desta semana, a mãe da menina, a dona de casa Glaciane Reis Teixeira, de 39 anos, moradora no Parque Eldorado, em Guarús, prestou depoimento à polícia na tarde de segunda-feira(08). Antes, porém, foi ouvida pelo
 Campos 24 Horas. Inicialmente, ela levantou suspeitas de que o seu companheiro, um pedreiro de 42 anos e padrasto da criança,  teria agredido Natasha. Confira o que disse a mãe

“Quem viu tudo foi minha filha mais velha. Eu estava na cozinha lavando louça e em momento nenhum eu vi nada. Ele (se referindo a seu companheiro e padrasto) bateu nela na coxa com o cinto. Estavam as duas meninas brincando e ele achou que o pé da menina de sete anos tinha batido no menino de um ano e cinco meses que estava dormindo. Eu não posso falar nada, pois quem viu foi minha filha. Eu estava na cozinha fazendo o jantar. Com medo do padrasto, a menina mais velha fugiu de casa e foi parar no Fundão sozinha. Na terça-feira, ele tinha dado um tapa nela e ficou com a marca no pescoço. Na quarta-feira, ela foi para a UPA com febre, deu que estava com a garganta inflamada”, declarou a mãe.

Fonte e Fotos: Campos 24 horas

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