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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Campistas montam bazar voluntário para ajudar animais abandonados

O "Bazar Lambeijinhos" acontece no Facebook e conta com a ajuda de simpatizantes da causa animal

As amigas Flávia Carusi e Rita de Cássia Barcelos, moradoras de Campos, demonstraram que pequenas atitudes regadas de boas intenções podem gerar bonitos resultados. O amor pelos animais uniu a dentista e a técnica de perfuração de poços e, juntas, elas criaram o “Bazar Lambeijinhos”. O objetivo é arrecadar dinheiro para retirar cães e gatos das ruas e oferecer alimentação e atendimento veterinário, além do carinho e cuidado. Atualmente, dezessete animais estão sendo tratados com a ajuda do projeto voluntário que, para crescer, também precisa do apoio da população.

O Bazar Lambeijinhos não tem uma sede. A comercialização dos produtos acontece pelo perfil criado pelas amigas na rede social Facebook. Ali, elas vendem roupas para adultos, crianças e animais; almofadas e canetas personalizadas (com foto e mensagens); utensílios domésticos (organizadores, jogos americanos, puxas-sacos, etc); chaveiros; revistas e artigos de artesanato; livros didáticos; cosméticos; calçados; acessórios; brinquedos, etc. Grande parte desses produtos é doado por outros simpatizantes da causa animal.

Segundo Rita, a ideia de montar o bazar surgir quando ambas conheceram a Proteção Animal e viram as dificuldades de arcar com os custos de um tratamento veterinário. “A partir de então, de brincadeira, começamos a vender objetos da nossa própria casa que não tinham mais utilidade e deu certo! Usamos o dinheiro arrecado para ajudar no tratamento de um cão que resgatamos das ruas e, como o resultado foi melhor do que o esperado, decidimos montar o Bazar Lambeijinhos”, contou. Este mês, o Bazar Lambeijinhos foi parar da Feira de Preços Especiais (Fepe), que aconteceu na Fundação Rural de Campos (FRC), onde os produtos foram vendidos e a causa foi divulgada por meio de folhetos e banners.

“Não temos abrigo, nem somos uma Organização Não Governamental (ONG), esse é um projeto voluntário, de formiguinha. Não fazemos dinheiro, não obtemos lucro. O nosso pagamento é ver os cães ou os gatos felizes e bem cuidados. As pessoas podem ajudar doando produtos novos ou usados, todos são bem-vindos. Outra forma de contribuir com a causa é comprando nossas rifas ou juntando garrafas pet e latinhas que são recolhidas por nós e vendidas para as empresas de reciclagem de Campos”, explicou Flávia.

Os treze animais que são cuidados com o auxilio do Bazar Lambeijinhos foram resgatados das ruas por Rita e Flávia e também por outros protetores do município. “Nós fazemos um trabalho em conjunto: resgate, lar temporário, levantar o dinheiro para o tratamento, cuidar do animal, castrar e disponibilizar para adoção. Cada um atua em uma parte desse quebra-cabeça que se forma quando conseguimos o nosso objetivo final, um lar que cuide daquele animal que um dia foi abandonado”, destacou Rita.

O lar temporário, citado pela cuidadora, é a casa de alguém que ofereceu o espaço para que o cão ou gato fique até que estejam saudáveis para serem colocados para adoção. “Esses cuidadores temporários também oferecem tempo, proteção e amor aos animais. Os gastos com remédios, alimentação e tratamento não saem dos bolsos deles. Isso é feito com a verba do bazar. Temos uma conta poupança onde depositamos o dinheiro recebido com o bazar, rifas e com os materiais de reciclagem, mas na verdade o dinheiro entra e logo sai, porque todos os dias tem alguém resgatando um animal e precisando do nosso apoio”, explicou.

Flávia disse que, geralmente, são os mesmos doadores que ajudam e a maioria deles já é ligada aos trabalhos de proteção animal. “Nosso intuito é que mais pessoas conheçam o projeto e abracem a nossa causa. Aqueles que têm condições de contribuir, seja comprando os produtos, doando materiais ou até mesmo cedendo o seu tempo, não imaginam como essas atitudes podem fazer bem. Em Campos existem muitos animais vítimas de maus tratos e abandonados à própria sorte que precisam de cuidados veterinários e principalmente de carinho”, concluiu.

Jornal Terceira Via

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