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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Ex-prefeita de Bom Jardim esclarece acusações de telejornal da Globo


Lidiane Leite está presa no Comando Geral do Corpo de Bombeiros do Maranhão

  • (Foto: facebook.com)
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Ar condicionado, duas camas, banheiro individual e uma janela. O lugar onde a ex-prefeita de Bom Jardim está presa nem de longe se parece com uma prisão, e sim um hotel três estrelas. A decisão foi acatada pela justiça do Maranhão considerando como "medida de cautela e prudência" em razão da grande repercussão do caso.


Longe de qualquer badalação da qual se habituou em ostentar, Lidiane Leite está no Comando Geral do Corpo de Bombeiros do Maranhão. Os advogados conseguiram reverter a decisão da Justiça Estadual que determinava sua transferência da carceragem da Polícia Federal para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde dividiria cela com mulheres acusadas, em sua maioria, por tráfico.

A ex-prefeita, seu ex-namorado, Beto Rocha - que acumulava a função de secretário de Assuntos Políticos - e o ex-secretário de Agricultura de Bom Jardim, Antônio Cesarino, tiveram a prisão preventiva decretada no dia 20 de agosto. Os ex-secretários já estão soltos diante da prisão preventiva revogada. Já Lidiane Leite ficou 39 dias foragida e se apresentou somente no início da tarde desta segunda-feira (28) depois que a Justiça Federal deu 72 horas para ela se apresentar. O prazo começou a contar na última sexta-feira (25).

O cumprimento da decisão por parte de Lidiane pode ter sido um dos atenuantes que fizeram o magistrado José Magno Linhares acolher o pedido da defesa de colocá-la em cela especial.

Nunca fugiu

Desde quando a Operação Éden foi deflagrada no Maranhão, Lidiane Leite nunca mais foi vista. Entretanto, o advogado da ex-prefeita surpreendeu a imprensa ao afirmar que sua cliente não estava escondida e que até cumpria suas funções como administradora pública. "Ela não precisava estar dentro da prefeitura para gerir o município. Um dia antes da decisão do seu afastamento pela Justiça, ela autorizou o pagamento de servidores municipais e fornecedores", afirmou Sérgio Muniz.

O delegado da Polícia Federal, Ronildo Lages, contestou a versão da defesa e disse que ela foi procurada em Bom Jardim, mas não foi encontrada. Segundo o delegado, ninguém confirma alguma atividade de Lidiane no município.
Lidiane Leite, Beto Rocha e Antônio Cesarino são suspeitos de desviar cerca de R$ 15 milhões em recursos que deveriam ter sido aplicados em programas federais voltados para a Educação da cidade.


Dois dias antes de ter prisão preventiva decretada, Lidiane chegou a emitir uma carta na qual explicava os investimentos e o gasto do dinheiro. Leia, a seguir, trechos do documento.

“Carta Aberta da Prefeita Lidiane Leite aos Cidadãos de Bom Jardim

Eu, Lidiane Leite, prefeita de Bom Jardim, venho por meio desta carta, esclarecer, quaisquer dúvidas que tenham sido geradas a partir da reportagem jornalística, exibida nesta terça-feira, 18 de agosto, no telejornal da Rede Globo, Bom Dia Brasil. A matéria fez um retrato meu, no mínimo questionável e que me surpreende negativamente, por apresentar uma denúncia vazia e sem provas.

Antes da reportagem, propriamente dita, a apresentadora do telejornal levanta a hipótese de desvio de dinheiro público, o que em nenhum momento é provado durante a reportagem. A apresentadora fala também em termos gerais, que todas as escolas do município estão com problemas, o que também não é verdade.

(...) Na sequência, ele faz exposição de fotos pessoais minhas, sugere badalação, e lança outra denúncia vazia, pois, fotos de uma pessoa se divertindo, não é crime e nem é prova de má gestão do dinheiro público. Em nenhum momento, ele pôde afirmar, em toda a reportagem, que uso recurso do município para diversão pessoal.

Fica claro, que o repórter não conhece a minha origem e não investigou. O povo, pelo contrário sabe que sou filha de Bom Jardim, que não teria necessidade de tirar dinheiro do povo, pois sabem que fui casada com empresário e fazendeiro próspero da região. Outra situação que fica clara na reportagem é o preconceito, como se uma pessoa que vendesse leite, não fosse capaz de viver desse negócio e prosperar”.
 

Fonte: Terra notícias / Terceira Via

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