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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Campos integrada à malha aérea do país

Simone Barreto e Marcos Curvello

Foto: Folha da Manhã 

A notícia da privatização do aeroporto Bartolomeu Lisandro, em Campos, vem sendo bem recebida pelo empresariado local, que espera que terminal receba investimentos nas mãos da iniciativa privada. Um deles é o empresário do ramo de engenharia de Óleo e Gás, César Boynard. Ele, que faz dezenas de viagens interestaduais por mês a trabalho, vê a privatização do espaço de forma positiva, pois é certa a melhoria do serviço.
— Acredito que com a privatização do aeroporto, outras empresas aéreas vão alargar o atendimento para Campos, que, hoje, só conta com a azul e possui uma demanda alta. Viajo constantemente para muitos outros estados e só pego voos lotados saindo de Campos. Demanda tem, mas falta integrar o município à malha aérea brasileira — explicou ele.
O empresário acredita que, com a privatização, uma das grandes melhorias é a redução de custos na viagem. Ele explica que para alguns destinos, mesmo sendo feito pela Azul, o passageiro precisa comprar dois bilhetes, pois não há conexão direta de Campos.
—Quando vou a Salvador, Belo Horizonte, Fernando de Noronha ou Rio Grande do Sul, preciso comprar dois bilhetes, mesmo sendo a mesma empresa, o que onera mais a viagem em tempo e dinheiro. Isso acontece, por que o trecho de Campos é isolado. Não está incluído na malha aérea brasileira — explicou.
Sobre a demanda, Boynard lembrou que há duas décadas, havia apenas um voo saindo de Campos uma vez por semana e hoje os voos saem lotados, o que mostra que a região tem demanda de passageiros. Uma das sugestões que o empresário faz é que com a privatização, a estrutura do aeroporto melhore mais, com oferecimento de rede wifi nas salas de embarque, como na maioria dos aeroportos nacionais.
Aeroporto será licitado até o final deste ano
O Aeroporto Bartolomeu Lisandro deve ser licitado até o final do ano, de acordo com Wainer Teixeira, presidente da Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca). A Prefeitura encerra no dia 5 de outubro a fase de consulta pública, durante a qual as empresas interessadas em participar da licitação têm acesso a cópias do edital, do contrato e dos estudos e podem tirar dúvidas em relação à privatização. Respondidos os questionamentos, a municipalidade divulgará o edital, 30 dias depois de que acontece a licitação.
No último dia 11 aconteceu uma audiência pública para apresentar e debater com a sociedade civil o projeto de reestruturação do Aeroporto Bartolomeu Lisandro. Durante a abertura, a prefeita Rosinha Garotinho anunciou que o edital tem como outorga mínima o valor de R$ 3,2 milhões a serem pagos em 28 parcelas a partir da data de assinatura do contrato.
Durante a audiência, Rosinha afirmou que “a luta pela privatização do aeroporto de Campos começou em seu primeiro mandato, quando o aeroporto não estava realizando nenhum voo”.
Terminal é o terceiro melhor da região Sudeste
A prefeita explicou, também, durante a audiência pública realizada no último dia 11, que o aeroporto de Campos está entre os melhores aeroportos regionais, sendo o terceiro na região Sudeste e quarto em nível de Brasil.
— Nós conseguimos na época com a Tam, depois com a Azul e a Petrobras retornar os voos para o aeroporto. Agora nossa luta segue adiante, sem o aporte de recursos do governo federal para a privatização do espaço. O Bartolomeu Lisandro tem capacidade para ser um porto seco já que era alfandegário e não será apenas um aeroporto de passageiros, mas de cargas também — explicou a prefeita.
Assumido pela prefeitura em outubro 2013, mediante convênio com a SAC, o Bartolomeu Lisandro segue sendo administrado pela Infraero, enquanto o município finaliza licitação para a iniciativa privada.
A estatal também estará presente durante o período de transição, após o qual a administração do Bartolomeu Lisandro será transferida integralmente para a empresa que ganhar a licitação.
Movimento vem aumentando ao longo dos anos
Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo e da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), entre voos offshore e da aviação regular, o Aeroporto Bartolomeu Lisandro viu um aumento de 1.593% no movimento operacional nos últimos cinco anos.
Em 2010, o terminal registrou o movimento de 10.004 passageiros e de 5.163 aeronaves. No ano seguinte, o movimento saltou para 17.469 passageiros e 6.236 aeronaves.
Em 2012, os números foram 77.225 e 13.103, respectivamente. Já em 2013, foram 132.163 passageiros e 18.957 aeronaves.
Estes números viram um crescimento de 28% em 2014, ano em que o aeroporto registrou 169.380 passageiros e 21.405 aeronaves.
Por fim, em 2015, o aeroporto já teve 6.713 passageiros em janeiro, 6.344 em fevereiro e 6.495 em março, segundo os dados parciais do ano, divulgados à Folha da Manhã.

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