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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Homem executado com mais de 20 tiros em Campos

Jhonattan Reis
Fotos: Michelle Richa 

Mais dois homicídios foram registrados em Campos. No caso mais recente, o corpo de um homem foi encontrado com aproximadamente 25 perfurações por arma de fogo, no início da manhã de quarta-feira (30), à margem da RJ 158 (Campos - São Fidélis), nas proximidades da localidade de Santa Cruz. A perícia constatou que a vítima — não identificada até o fechamento desta edição — foi alvejada por três armas distintas e levou pelo menos quatro tiros no lugar onde o corpo foi achado. Populares encontraram o cadáver e acionaram a Polícia Militar (PM) por volta das 6h30. Já no Parque Nova Campos, em Guarus, um homem de 24 anos foi morto a tiros, na noite de terça-feira (29). Uma mulher também foi baleada na situação e socorrida para o Hospital Ferreira Machado (HFM). Com esses crimes, sobe para 16 o número de homicídios em Campos, sendo o 116º em 2015, segundo dados da Folha da Manhã.
Os peritos chegaram ao local do encontro de cadáver, em Santa Cruz, por volta das 9h. Eles constataram que a vítima foi morta com cerca de 25 tiros. Foram encontradas perfurações na face, cabeça, pescoço, tórax, costas, nádegas, partes genitais e pernas. Os agentes ainda encontraram cápsulas dos calibres 45, 40 e 9 mm, sendo todas de uso restrito, segundo eles.
Também durante a realização do trabalho da perícia, um telefone celular foi encontrado no bolso da vítima. Através do aparelho, uma mulher entrou em contato com os peritos se identificando como mãe do dono do celular. Ela disse, ainda, que o homem — indicado como sendo Roney Luiz Bernardo — morava com ela no Parque Julião Nogueira. No entanto, o corpo não havia sido reconhecido nem identificado oficialmente até o início da tarde.
Segundo a mãe do dono do celular, ele teria três filhos e uma filha. “Meu filho saiu de casa umas 19h. Desde então, não tinha notícias dele. Como ele estava demorando, fiquei ligando e só dava caixa postal. Ele atendeu depois de muito tempo, por volta das 22h30, e disse que não iria demorar pra voltar pra casa. Então eu deitei e peguei no sono. Quando acordei, olhei no quarto dele e ele não estava. Logo imaginei que tinha acontecido algo. Liguei várias vezes e a ligação não completava. Depois de um tempo, liguei de novo e um rapaz atendeu dizendo que achou o celular dele, pedindo pra eu passar meu endereço que ele iria me entregar o aparelho. Depois de um tempo, liguei de novo e o mesmo homem atendeu. Mais tarde descobri que era o rapaz da perícia. Me disse para eu ir para a delegacia que meu filho tinha sido preso. Chegando na delegacia eu descobri o que já imaginava que tivesse acontecido”, relatou a mãe, de 67 anos.
A ocorrência foi registrada na 134ª Delegacia de Polícia (Centro), onde o caso será investigado.
Folha da Manhã

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