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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Médico após ser afastado do HGG, denuncia o estado caótico da UBS de Baixa Grande

Marcus Pinheiro / Folha da Manhã


Fotos: Blog do Bastos/Divulgação

O cardiologista Cláudio Leonardo de Morais, que foi afastado de suas funções no Hospital Geral de Guarus (HGG) após denunciar, em entrevista à Inter TV no dia 27 de julho, as condições precárias e a falta de estrutura na unidade, foi transferido na terça-feira, para a Unidade Básica de Saúde (UBS) em Baixa Grande, na Baixada Campista, que estaria sofrendo com os mesmos problemas apontados do HGG, como falta de médicos e equipamentos, além de condições inadequadas do lixo hospitalar e atendimento precário à população, que em muitos casos necessita procurar outros hospitais para realizar consultas e exames.
O afastamento — publicado no blog do Bastos, do jornalista Alexandre Bastos, hospedado na Folha Online — que ocorreu uma semana após a divulgação da denúncia, teria resultado na sua transferência, em virtude de possíveis represálias do HGG, segundo o médico, que atuava no hospital desde 2008.
De acordo com o cardiologista, ele ainda teria sofrido um processo administrativo interno, sem motivo oficial registrado. “Primeiro me puniram me afastando e depois me transferiram para outra unidade”, disse Cláudio Leonardo de Morais, que relatou que está feliz com a transferência, no entanto, reivindica melhores condições de trabalho na UBS de Baixa Grande. “Atualmente, somente um clínico geral atende no posto, e para agravar toda a situação, faltam equipamentos básicos e os que têm ainda estão em estado precário. Precisamos de reforma urgente”, disse.
Em nota, a secretaria municipal de Saúde informou que já identificou a necessidade de reforma na unidade de Baixa Grande, o que vai acontecer de acordo com o cronograma de obras. “A secretaria já tomou todas as providências para a aquisição de novo mobiliário e nega a falta de médicos na unidade. Apenas a ginecologista pediu demissão esta semana, mas a secretaria está buscando novo profissional para a substituição. No entanto, os pacientes não estão desassistidos e serão reagendados. Os demais atendimentos de pediatria, clínica médica geral, cardiologia, endocrinologia e odontologia estão normalizados. Os plantões 24 horas também estão normalizados”.
Ainda segundo a nota, “o processo administrativo, quando instaurado, propõe apurar responsabilidades do servidor em relação a possíveis infrações do exercício de suas atribuições, assegurando a este ampla defesa. O afastamento preventivo é prerrogativa da autoridade instauradora do processo disciplinar. No caso, a Comissão Permanente de Sindicância e Inquérito da Prefeitura”.



1 comentários:

MARLENE SANTOS disse...

Se a classe médica fosse mais unida talvez não acontecesse esse tipo de represália.Um médico denuncia e é transferido,como uma espécie de castigo,se os outros médicos também se comprometessem e fossem preocupados e solidários tanto com o colega de profissão quanto com os pacientes haveria diálogo e busca de soluções no lugar de repressão.E ainda batem palmas para o secretário de saúde!