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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Pezão e Picciani: Municípios vão atrasar 10 anos com empréstimo

Pezão e Picciani: “Pegar empréstimo é temerário”







Suzy Monteiro
Fotos: Genilson Pessanha 
Fonte : Folha da Manhã

A “venda do futuro” foi um dos temas mais abordados, segunda-feira (24), em Macaé, durante o I Fórum de Valorização dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro. O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), afirmou que é um risco os municípios contraírem empréstimos nesse momento com base na antecipação dos royalties: “O momento não é bom porque o preço do dólar está em alta e o do barril do petróleo em baixa. O Estado tem autorização para realizar esse tipo de operação de crédito, mas não vai fazer no momento”. O mesmo alerta foi feito pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), que ainda disse que os possíveis empréstimos irão atrasar em uma década o desenvolvimento dos municípios.
Diante de uma plateia de prefeitos, vereadores e empresários, Pezão, junto com Picciani, participou de um painel mediado pelo jornalista George Vidor. Em princípio, o tema seria o pacto federativo, mas acabou resvalando para a antecipação dos royalties. O governador afirmou que é preciso ter muito cuidado com as operações de crédito.
— O momento não é bom. Até a China está sendo atingida. Com o preço do petróleo lá embaixo e do dólar lá no alto é um risco muito grande — disse Pezão.
O pensamento é compartilhado pelo deputado Jorge Picciani. Ele classificou como uma “temeridade” pegar empréstimo no momento, quase no fim dos mandatos dos prefeitos e acrescentou: “Isso vai atrasar em uma década, no mínimo, o desenvolvimento de cada município”.
Picciani disse, ainda, que a crise atinge todos os setores, mas “quem usou bem o dinheiro dos royalties passa pela crise, mas de maneira diferente de quem usou mal”. E destacou o caso de Macaé que, mesmo com os royalties, “aprendeu o caminho para o desenvolvimento econômico através da atração de empresas”.
Saídas — Pezão citou como alternativas que podem ser trabalhadas pelos municípios em conjunto com o Estado para aumentarem a arrecadação: A primeira delas é auxiliar através da cobrança de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Outro caminho é a venda da dívida ativa, a exemplo do que o Estado do Rio já vem fazendo. O governador também destacou o grupo criado dentro do Rio Previdência que pode auxiliar os municípios para venda de ativos.
Evento reuniu diversos gestores municipais
O I Fórum de Valorização dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro reuniu prefeitos de todo Estado em torno de discussões sobre alternativas e soluções para o momento de crise. O anfitrião, Dr. Aluízio (PMDB), prefeito de Macaé, destacou que 2016 será um ano espelho de 2015, com muitos problemas financeiros: “Já cortamos salário do prefeito, do vice, negociamos convênios, fizemos reforma administrativa. Existem prefeitos em grandes dificuldades. Os municípios esperam algo novo, uma alternativa”.
Acompanhado da diretora do Grupo Folha, Diva Abreu Barbosa, o também diretor Christiano Abreu Barbosa elogiou a iniciativa do evento: “A hora é de pensar em conjunto para buscar alternativas e soluções. Toda iniciativa nesse sentido é muito bem vinda”.
Diretor da empresa Allen — uma das patrocinadoras do evento —, André Alo, disse que os municípios precisam buscar soluções para oferecer uma gestão mais eficiente e com resposta mais rápida aos munícipes: “É preciso melhorar a eficiência dos dados para tornar os municípios mais competitivos”.

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